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Temperança

Nesta pintura, Marcela Cantuária nos revela um mundo mágico através de cores vibrantes, figuras históricas e arquétipos do tarot, criando um ambiente etéreo onde podemos sonhar, enquanto lembramos o legado e as esperanças que essas figuras sul-americanas compartilharam conosco. Em A Temperança, a artista reimagina o arquétipo da carta de tarot junto a símbolos tetramorfos de quatro energias (fogo, terra, ar e água) em cada canto. Ao centro, as três cabeças da figura são um autorretrato junto aos retratos das ambientalistas Maria do Espírito Santo da Silva e Dorothy Stang, enquanto ao centro do corpo vemos a ativista peruana Ruth Buendía. Um pouco mais abaixo, a faixa apresenta a citação: "É hora de olhar para os líderes comunitários sul-americanos como uma fonte de histórias e soluções valiosas".

 

In this painting, Cantuária exposes a magical world through vibrant colors and significant historical figures, creating an ethereal environment where we can dream while still remembering the legacy and hopes that these South American figures have shared with us. The Temperance reimagines the archetype of the respective tarot card with tetramorph symbols, or the four energies — fire, earth, air, and water — represented on each corner. The three-headed figure in the center depicts a self-portrait of the artist and portraits of environmentalists Maria do Espírito Santo da Silva and Dorothy Stang, along with Peruvian activist Ruth Buendía. In the center of the composition, Cantuária uses ceramic letters to insert a quote that translates to "It's time to see the community leaders of South America as sources of valuable histories and solutions."

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Óleo e cerâmica fria s/ tela
290 x 180 cm
2022-2023

Chico Mendes

Marcela Cantuária retrata o ambientalista Chico Mendes sobre uma figura mágica em meio a uma floresta rica e viva, por onde passam raios de luz. Sua conhecida citação na faixa diz: “Ecologia sem luta de classes é jardinagem”. Neste trabalho, Cantuária nos oferece uma ação e ferramentas para reimaginar coletivamente uma América do Sul que valoriza sua terra e protege seu território, questionando como esse sonho pode sobreviver e de onde tiramos fé.

 

Marcela Cantuária portrays environmentalist Chico Mendes as a magical figure in the middle of a rich and living forest, through which rays of light pass through. His well-known quote on the track reads: “Ecology without class warfare is gardening.” In this work, Cantuária offers us an action and tools to collectively reimagine a South America that values its land and protects its territory, questioning how this dream can survive and where we will draw faith from.

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Óleo e cerâmica fria s/ tela
290 x 180 cm
2023

Hypnos

Em Hypnos, Marcela Cantuária nos apresenta uma obra que articula de maneira distinta muitos dos elementos que caracterizam a sua produção: a profunda investigação acerca da cor e a riqueza de detalhes são utilizadas a fim de formalizar um ambiente onírico e imersivo, no qual a artista "amanhece na beira da cor". Neste autorretrato, o olhar da artista não encara o observador: a relação que se propõe é de cumplicidade, não enfrentamento. Ao lado de variadas flores de Marcela, artista e espectador flutuam juntos rumo a este lugar onírico, de encantamento e magia.

 

In Hypnos, Marcela Cantuária presents us with a work that articulates in a distinct way many of the elements that characterize her production: the deep investigation into color and the wealth of details are used in order to formalize a dreamlike and immersive environment, in which the artist "dawns on the edge of color". In this self-portrait, the artist's gaze does not look at the observer: the relationship proposed is one of complicity, not confrontation. Alongside varied Marcela's flowers, artist and spectator float together towards this dreamlike place of enchantment and magic.

Óleo s/ tela
120 x 170 cm
2023

Magia das Mãos

Na obra Magia das mãos, Marcela Cantuária evidencia a importância dos gestos na produção de saberes, tendo em vista que é através delas que mediamos a nossa experiência no mundo. Grau zero de toda criação, as mãos desempenham um papel fundamental no processo de fabulação, agenciando assim a matéria na formalização da prática artística.

 

In the work Magia das mãos, Marcela Cantuária highlights the importance of gestures in the production of knowledge, considering that it is through them that we mediate our experience in the world. Zero degree of all creations, the hands play a fundamental role in the process of confabulation, thus managing the matter in the formalization of artistic practice.

Marcela Cantuária - Magia as mãos - 2023 - foto Vicente de Mello.VDM_8564.jpg

Óleo sobre tela
90 x 77 cm
2023

Nereida

Nereida Em Nereida, Marcela Cantuária apresenta uma releitura da ninfa do mar, a qual simboliza a beleza feminina sonhada e, ao mesmo tempo, inatingível. Partindo da obra Nereid And A Young Man In A Seascape, do pintor alemão Georg Kugler, do século XIX, a artista reformula a narrativa mitológica – sua cena de referências clássicas apresenta uma composição estruturada em um casal formado por duas mulheres.

 

In Nereida, Marcela Cantuária presents a reinterpretation of the sea nymph, which symbolizes the feminine beauty dreamed of and, at the same time, unattainable. Starting from the work Nereid And A Young Man In A Seascape, by the 19th century German painter Georg Kugler, the artist reformulates the mythological narrative – her scene of classical references presents a composition structured around a couple formed by two women.

Marcela Cantuária - Nereida - 2023 - foto Vicente de Mello.VDM_8602.jpg

Óleo s/ tela
90 x 70 cm
2023

Fogueira Doce

De acordo com o curador Aldones Nino, no trabalho Fogueira doce, vemos a persistência de uma tentativa de tocar os sonhos, arrancando o desejo do seio da terra onde emana uma potência de vida que ultrapassa as restrições entre o agora, o ontem e o amanhã. A arte, mesmo em meio ao desmantelamento, talvez ainda seja o melhor caminho para romper com a lógica que retém os sonhos nas fronteiras da imaginação. Propor o reencantamento é retomar mundos invisíveis que coabitam nossa época, sonhando coletivamente a fruição plena de uma vida não submersa nas práticas do acúmulo. A obra de Marcela Cantuária evidencia a fantasia que se mescla com a história a partir de um apetite voraz de entendimento da cultura e da política, manipulando assim a estética como um talismã. Propor o reencanto é promover a retomada daquilo que nos foi negado ao longo dos últimos séculos, pois onde fogueiras não podem mais queimar, o êxito perpétuo se realiza como a profecia que se torna corpo.

According to curator Aldones Nino, in Senti como se um grande grito infinito atravessasse a natureza and, mainly, in Fogueira doce, we see the persistence of an attempt to touch dreams, uprooting desire from the bosom of the earth where emanates a power of life that goes beyond the restrictions between now, yesterday and tomorrow. Perhaps art, even in the midst of dismantling, is still the best way to break with the logic that keeps dreams at the borders of imagination. To propose re-enchantment is to retake invisible worlds that cohabit our time, collectively dreaming of the full fruition of a life not submerged in the practices of accumulation. Marcela Cantuária's work highlights fantasy that blends with history based on a voracious appetite for understanding culture and politics, thus manipulating aesthetics like a talisman. To propose re-enchantment is to promote the resumption of what has been denied us over the last few centuries, because where bonfires can no longer burn, perpetual success comes true like the prophecy that embodies it.

Marcela Cantuária - Fogueira doce - foto Vicente de Mello.VDM_3733.jpg

Óleo e acrílica sobre tela, linha e tecido
256 x 326 cm

2022

Senti como se um grande grito infinito atravessasse a natureza

Marcela Cantuária - Grito Infinito - 2022- obra - foto Vicente de Mello.VDM_3135 (1).jpg

Óleo sobre tela
150 x 200 cm

2022

Abelhas

Abelhas conta a história da exploração mercadológica do capital tanto social – via trabalhista – quanto ambiental – a poluição do ambiente. Figuram na pintura mulheres amamentando nas fábricas em condições insalubres de trabalho. O enfoque é sobre a indústria têxtil e seus danos que começam desde a plantação e colheita do algodão, manufatura do produto nas fábricas e o dano causado à água e ao solo nos ambientes onde são localizadas as indústrias: países de terceiro mundo sujeitos à periferia do capitalismo global.

 

Abelhas tells the history of market exploitation both capital and social - via labor - and the environment - as well as environmental pollution.The painting depicts women breastfeeding in factories in unhealthy working conditions. The focus is on the textile industry and the damage it causes, starting with cotton planting and harvesting, manufacturing in factories, as well as damage to water and soil in the environments where industries are located: peripheral third world countries of global capitalism.

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Óleo, acrílica e spray s/ tela
Dimensões variáveis

2016/17

À conta-pelo/tecelã

Na pintura À contra pelo / tecelã, Marcela Cantuária elabora uma narrativa vinculada à perspectiva crítica feminista para evidenciar as dinâmicas de opressão que estruturam a nossa sociedade.

 

In the painting À contra pelo / tecelã, Marcela Cantuária elaborates a narrative linked to a critical feminist perspective to highlight the dynamics of oppression that structure our society.

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Óleo e acrílica s/ tela
110 x 185 cm
2017

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A tropa

A pintura Tropa baseia-se na pré-figuração de um futuro distópico. Há em formação um exército de robôs femininos dentro de uma biblioteca em ruínas, índice da própria cultura e da natureza que cresce selvagem em comunhão com os livros. Ao pé da tropa, figura no tapete a imagem de Lenin e fuzis, identificando a formação como possíveis trabalhadoras do futuro. 

 

The painting Tropa is based on a prefiguration of a dystopian future. An army of female robots is being formed in a ruined library, an index of culture and nature that grows wild in communion with books. At the foot of the troop, the image of Lenin and rifles appears on the carpet, identifying the formation as possible workers of the future.

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Óleo, acrílica e spray s/ tela
144 x 214 cm
2017

Fantasmas da esperança

A obra Fantasmas da Esperança tem como ponto de partida a narrativa ao avesso da história tida como oficial. A pintura traz como protagonistas pessoas que estiveram na clandestinidade, sofreram desaparecimento forçado, foram torturadas e mortas durante as ditaduras civis-militares na América Latina. A composição obedece ao formato da bandeira do Brasil, tendo a sua cor verde substituída pelo vermelho, uma vez que o significado de Brasil, no tupi-guarani, é vermelho feito brasa. No plano circular, o centro da bandeira representa o arcano da Estrela, do tarot de Rider Waite-Smith. O arquétipo traz a consciência do passado e nos faz crer na esperança de uma mudança profunda.


The work Fantasmas da Esperança has a starting point at the counter-narrative of the history considered official. The painting brings as protagonists people who were in hiding, suffered forced disappearance, were tortured and killed during the civil-military dictatorships in Latin America. The composition follows the shape of the Brazilian flag, with its green color replaced by red, since the meaning of Brazil, in Tupi-Guarani language, is red like fire. In the circular plane, the center of the flag represents the star arcane, from the Rider Waite-Smith tarot. The archetype brings awareness of the past and makes us believe in the hope of profound change.

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Óleo e acrílica s/ tela e óleo e acrílica s/ compensado
320 x 450 cm
2018

Jamais uma estrela na bandeira do norte

De acordo com a curadora Clarissa Diniz, na obra Jamais uma estrela na bandeira do norte Marcela Cantuária lida diretamente com símbolos do poder, da colonização e da nação: fragmentada pela alegorização da artista, a cruz cristã surge em partes e de cabeça para baixo. A essas estruturas decompostas, Cantuária sobrepõe imagens adversas da formação e da atualidade do Brasil, contradizendo suas interpretações e sentidos oficiais.

 

According to curator Clarissa Diniz, in the work Jamais uma estrela na bandeira do norte Marcela Cantuária deals directly with symbols of power, colonization and the nation: fragmented by the artist’s allegorization, the Christian cross appears in parts and upside down. To these decomposed structures, Cantuária superimposes adverse images of Brazil's formation and present day, contradicting its interpretations and official meanings.

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Óleo s/ tela
360 x 270 cm
2019

Minha era, Minha fera

De acordo com a curadora Joyce Delfim, em Minha era, Minha fera, Marcela Cantuária trata de um tempo cindido. No contemporâneo, a artista identifica sintomas acerca das relações de pátria e fronteira: a onda migratória na Europa, a questão Palestina, a crise na Venezuela e as políticas anti-imigração de Trump. Na tela, os refugiados buscam o céu, enfrentam o oceano, tornam-se clandestinos, ocupam a extremidade de uma grade sustentada por militares. É o poder militar-imperialista que mantém as barreiras e marca oposição aos corpos no topo da grade – corpos em fuga da violência, da guerra e da crise política em seus países de origem. Vê-se uma fuga que é abandono e evasão. Contudo, é possível pensar uma fuga-brecha, uma busca por clareiras.

 

According to curator Joyce Delfim, in Minha era, Minha fera, Marcela Cantuária deals with a divided time. In the contemporary, the artist identifies symptoms about the relations between homeland and border: the migratory wave in Europe, the Palestine situation, the crisis in Venezuela and Trump's anti-immigration policies. On the screen, refugees seek the sky, face the ocean, go underground, occupy the end of a grid supported by military personnel. It is the military-imperialist power that maintains the barriers and marks opposition to the bodies at the top of the grid – bodies fleeing violence, war and political crisis in their countries of origin. There is an escape that is abandonment and evasion. However, it is possible to think of a breach-escape, a search for clearings.

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Óleo, acrílica e spray s/ tela
350 x 240 cm
2018

Os mortos não estão mortos

Os mortos não estão mortos aborda através da composição a ideia de que a memória de lutadoras e lutadores permanece viva tanto na figura feminina central com punho em riste, como na natureza – cadeia de montanha, céu estrelado e a energia solar e lunar. Nas 4 laterais da pintura, existe uma tentativa de lograr uma moldura para o quadro, usando um background de cores, plantas e fragmentos de animais que remetem a vida no hemisfério sul, mais propriamente na América do Sul. Na primeira parte do tríptico está representado o Muiraquitã, amuleto utilizado na região norte do Brasil, criado por mulheres indígenas desde antes da invasão europeia ao continente americano. Esse objeto é tradicionalmente um presente e atrai prosperidade e abundância. Na terceira parte do tríptico, uma das obras mais significativas do artista Joaquín Torres García, América Invertida, de 1943, se sobrepõe à paisagem de estrelas e montanhas. A cartografia criada por Torres García é algo reforçado nesta pintura, como um lugar onde se norteia pela cosmovisão e reconhece o sul global como região central de cultura.

 

Os mortos não estão mortos addresses, through composition, the idea that the memory from the fighters remains alive both in the central female figure with a raised fist, and in nature - mountain range, starry sky and solar and lunar energy. On the corners of the painting there is an attempt to achieve a frame using a background of colors, plants and fragments of animals that refer to life in the southern hemisphere, more specifically in South America. In the first part of the triptych Muiraquitã is represented, an amulet used in the northern region of Brazil, created by indigenous women before european invasion on the American continent. This object is traditionally a gift to attract prosperity and abundance. In the third part of the triptych, one of the most significant works of the artist Joaquín Torres García, América Invertida, from 1943, overlays the landscape of stars and mountains. The cartography created by Torres Garcia is somewhat reinforced in this painting, as a place to guide worldview cosmovisions and recognizes the global south as a central region of culture.

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Óleo e acrílica s/ tela
150 x 300 cm
2020

Que se possa sonhar

Que se possa sonhar discorre sobre desejos de revolução, fogo nos colonizadores, voos de liberdade e unidade com a natureza e tudo que nela vive. É uma pintura inspirada também na fauna e cores tropicais e que não apresenta uma figura histórica específica mas sim corpo sem rosto, braço sem tronco. Elementos simbólicos de luta permeiam o quadro: na primeira parte do tríptico, uma mulher faz de travesseiro a cúpula do planalto central em chamas, seu olhar sonha acordado. Na parte inferior esquerda, o esqueleto de um veado parece descansar da vida, representando a altivez e poder da floresta. Já no centro, entre abelhas e fuzis, surge, atrás da cadeia de montanhas estampadas com o mapa mundi, um punho em riste segurando uma foice e um pincel. O elemento central é a definição do papel do artista como agente de transformação social. A pintura está relacionada com o pensamento do muralismo mexicano, onde Marcela busca o engajamento através da arte.

 

Que se possa sonhar speaks of desires for revolution, fire in the colonizers, flights of freedom and unity with nature and everything that lives in it. It is a painting also inspired by fauna and tropical colors that does not show a specific historical figure, but a body without a face, an arm without a trunk. Symbolic elements of struggle permeate the picture: in the first part of the triptych, a woman uses the burning dome from the Government Central Headquarters as a pillow, with her eyes daydreaming. At the bottom left, the skeleton of a deer seems to rest from life, representing the haughtiness and power of the forest. In the center, between bees and rifles, appears, behind the mountain range stamped with the world map, a raised fist holding a sickle and a brush. The central element is the definition of the artist’s role as an agent of social transformation. The painting is related to the thought of Mexican Muralism, where Marcela seeks engagement through art.

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Óleo e acrílica s/ tela
150 x 330 cm
2020

Tudo que é sólido se desmancha no ar

Tudo que é sólido se desmancha no ar apresenta abordagens de ruína e transformação. Os tanques militares e o contexto retratado do pós-guerra denunciam a destruição inerente às políticas imperialistas e ao sistema capitalista, enquanto transversalmente à tela, a construção da linha de trem diz sobre a imaginação de um futuro engendrado pelo povo, que com suas mãos, articula peças do novo e avista, desde zonas mais cinzas, o destino utópico.

 

Tudo que é sólido se desmancha no ar presents approaches to ruin and transformation. Military tanks and the postwar context depicted the destruction inherent in imperialist policies and in capitalist system, while, across the screen, the construction of the railway tells the imagination of a future; This future engendered by the people, who with their hands articulates the pieces of the new and sees, from the grayest areas, the utopian destiny.

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Óleo, acrílica e spray s/ tela
190 x 290 cm
2018

Vietnã (parte do políptico Cartografia das Guerras)

Parte da pesquisa Cartografia das Guerras, Vietnã discorre sobre as tensões e conflitos no mundo, partindo da representação das experiências socialistas através do tempo e espaço até os dias de hoje.

 

Part of the research Cartografia das Guerras, Vietnã discusses the tensions and conflicts in the world, starting from the representation of socialist experiences through time and space to the present day.

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Óleo e acrílica s/ tela
20 x 32 cm
2017

Vida e morte de Gonzaga de Sá

Vida e morte de Gonzaga de Sá foi inspirada no trecho do livro homônimo, publicado em 1919. A intenção da artista foi retratar Lima Barreto, tendo como ponto de partida uma fotografia na qual o autor já está internado, mas mantém um olhar esperançoso. Por meio das diversas camadas de construção pictórica, Cantuária apresenta a figura de Gonzaga de Sá, privilegiando a narrativa de que ele dá vida a um amigo que morreu, encantando assim Gonzaga de Sá nos lugares. As lágrimas da lua, por sua vez, vinculam-se ao arquétipo do tarot, tendo em vista que, enquanto o sol irradia, a lua é receptiva, absorvendo olhares e energias.

 

Vida e morte de Gonzaga de Sá was inspired by an excerpt from the book of the same name, published in 1919. The artist's intention was to portray Lima Barreto, taking as a starting point a photograph in which the author is already hospitalized, but maintains hopeful eyes. Through the various layers of pictorial construction, Cantuária presents the figure of Gonzaga de Sá, privileging the narrative that he gives life to a friend who died, thus enchanting Gonzaga de Sá in places. The tears of the moon, in turn, are linked to the tarot archetype, considering that, while the sun radiates, the moon is receptive, absorbing looks and energies.

_Marcela Cantuária - Vida e morte de Gonzaga de Sá - Lima Barreto - tabela - foto Vicente

Óleo s/ tela
60 x 90 cm
2020

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