Sobre a artista

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desenvolve pinturas que entrelaçam imagens históricas advindas do universo da política a representações da cultura visual contemporânea. Parte de suas invenções pictóricas advém de sua pesquisa sobre as lutas travadas por mulheres ao redor do mundo, como a obra Sônia, que homenageia uma guerrilheira comunista ribeirinha morta por militares na região do Araguaia, durante o primeiro golpe militar do Brasil em 1964.

 

Cantuária elabora narrativas de enfrentamentos a sociedade estruturada no machismo e na misoginia, e assim cria seus vocábulos cujas particularidades são coesas com seu processo criativo, com sua paleta cromática e com as articulações que surgem das camadas abertas e latentes de suas tintas. As influências se espalham em uma combinação curiosa, as obras são reconexões com fatos sociais recorrentemente diminuídos, apagados ou mal tratados pela história, portanto seu corpo de trabalho busca dialogar com questões sobre a posição da mulher na sociedade, a luta de classes, a divisão de poderes, os estereótipos de gêneros e as disputas de sentidos políticos.

 

Frames de filmes, imagens midiáticas e jornalísticas, miscelâneas figurativas do inconsciente e registros fotográficos do cotidiano figuram corpos de mulheres, militares, paisagens em chamas, animais domésticos e feras selvagens nas telas de Marcela, integrados em planos cruzados e anacrônicos, circulares e confusos, como o sistema de rotatividade de imagens, típico das redes virtuais de comunicação, age em nossas mentes.

 

É bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2020, foi convidada a participara da residência FountainHead, em Miami, nos EUA, e de uma exposição no Museu Instituto de América, na Espanha. Em 2019 abre, na galeria A Gentil Carioca, a individual “La Larga Noche de los 500 años”, mesmo ano em que realizou “Suturar Libertar” no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica e participou das coletivas “Histórias Feministas”, no MASP e “Estratégias do Feminino” no Farol Santander em Porto Alegre, e das residências PAOS GDL no México e Kaaysa em São Paulo.

 

Integra os acervos do Museu da Maré e do Museu de Arte de São Paulo.

About the artist

Brazilian artist, lives and works in Rio de Janeiro. Marcela develops paintings that intertwine historical images from the universe of politics to representations of contemporary visual culture. Part of her pictorial inventions comes from a research on the struggles waged by women around the world, such as the work Sônia, which pays homage to a riverside communist guerrilla woman killed by military agents in the Araguaia region, during Brazil's first military coup in 1964.

 

Cantuária elaborates confrontations narratives for a society structured in sexism and misogyny, thus creating her own vocabulary, whose particularities are cohesive with the creative process, the chromatic palette and the articulations that emerge from the open and latent layers of her paintings. Influences spread in a curious combination, the works are reconnections with social facts that have been repeatedly diminished, erased or badly treated by history, so her body of work seeks to dialogue with questions about the position of women in society, class struggle, division of powers, gender stereotypes and disputes over political meanings.

 

Film frames, media and journalistic images, figurative miscellany of the unconscious and daily photographic records depict women's bodies, soldiers, burning landscapes, domestic animals and wild beasts integrate Marcela's canvases in an intercrossed and anachronistic plan, circular and confusing, like the contemporary image rotational system, typical of how virtual communication networks play mindsets.

She holds a bachelor’s degree in Painting from the UFRJ School of Fine Arts. In 2020, she was invited to participate in the FountainHead Residence, in Miami, USA, and in an exhibition at the Museu Instituto de América, in Spain. In 2019 opens, in the gallery A Gentil Carioca, the solo show “La larga noche de los 500 años”, the same year she showed “Suturar Libertar” at Centro Municipal de Arte Helio Oiticica and took part in “Histórias Feministas” at MASP and “Estratégias do Feminino” at the Farol Santander in Porto Alegre, also participated in the Kaaysa Residency in São Paulo and in the PAOS GDL, México.

Her works are part of the collections of Museu da Maré, in Rio, and Museu de Arte de São Paulo.

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